FUTEBOL CANDANGO
8 histórias pitorescas da Granada Cup em Brasília
Torneio trouxe Shakhtar, Flamengo, Cruzeiro, Goiás e Zalgiris Vilnius à capital
postado em 27/01/2015 09:57 / atualizado em 27/01/2015 10:25
Exibida por mais de uma vez no telão do Mané Garrincha, no domingo, a mensagem “Obrigado, Brasil” foi o adeus do Shakhtar Donetsk ao país. A turnê de cinco jogos dos ucranianos terminou com o empate por 1 x 1 com o Cruzeiro pela primeira edição da Granada Cup. O técnico Mircea Lucescu jura que deseja voltar em 2016. Mas a passagem dos europeus — ao menos por Brasília — teve seus contratempos e curiosas histórias de bastidores selecionadas a seguir pelo Correio Braziliense.
A chave sumiu

Lavagem de roupa suja
Os 29 jogadores do Shakhtar suaram camisas, coletes e calções no primeiro treino no Bezerrão e queriam lavar o material. Depois da atividade, a delegação desbravou o estádio e encontrou uma máquina de lavar roupa e uma funcionária do estádio. O pedido: lavar e secar tudo para o dia seguinte. As roupas de trabalho ficaram no Gama. De acordo com relatos de pessoas ligadas à organização do evento, que mediaram as conversas, a lavadeira funcionou até 5h, e os uniformes não secaram por completo. A funcionária teria chorado e recebido R$ 50.
Às escuras
Na segunda passagem por Brasília, o treino pré-confronto do Shakhtar Donetsk para o duelo com o Cruzeiro foi agendado para o sábado passado, às 18h. No aeroporto, os jogadores teriam pedido para trabalhar às 19h. No fim das contas, o ônibus adesivado com o escudo dos ucranianos estacionou no Centro de Capacitação Física (Cecaf) dos Bombeiros às 18h40. Os refletores não foram acesos, e o rachão continuou quase às escuras.
Com a cara na porta
Selfie
No último domingo, chegar às áreas restritas do Mané Garrincha, como a porta do vestiário, não era tarefa tão complicada. Houve ao menos dois casos de torcedores descredenciados que conseguiram chegar onde quiseram. Um deles alcançou a escada de acesso ao campo e tirou foto com o centroavante do Shakhtar Donetsk e da Seleção Brasileira, Luiz Adriano.
De coração
Para finalizar bem a Granada Cup, o borderô financeiro foi divulgado no domingo com uma curiosa assinatura. Ao fim do documento, Bruna Venceslau, do Departamento Jurídico da Granada Eventos, assinou em nome da empresa. Ao lado da rubrica de Bruna, um desenho de um coração.
Cadê a taça?
A regra nunca foi clara
Seis times participaram da Granada Cup, mas dois (Cruzeiro e Flamengo) não podiam ser campeões — eram “coringas”. O regulamento foi bastante criticado, até porque ele foi alterado no meio de um jogo. Gama e Goiás empatavam por 1 x 1. As informações pré-jogo eram de que um resultado igual levaria a decisão para os pênaltis. No fim do segundo tempo, o sistema de som do Bezerrão anunciou que o critério de desempate seria cartões vermelhos e não mais os pênaltis. O Gama teve um jogador expulso no primeiro tempo e foi eliminado. A assessoria de imprensa do evento se desculpou.